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Das ist sehr leicht!

Eu confesso: eu tento aprender alemão desde 1995, e nunca consegui passar do Genitiv. Eu começo, avanço, fico anos sem estudar, volto e esqueço muitas coisas. O bom é que do vocabulário sempre fica alguma coisa, o que acaba ajudando na conversação.

Tem um e-mail que roda na internet que versa sobre a „facilidade“ de se aprender alemão. Eu recebi a primeira vez em 2006 e volta e meia algum engraçadinho me envia de novo. O problema é que além de irônico, este e-mail é muito bom, pois é um retrato fiel do que o estudante de alemão passa para aprender esta língua bárbara.

Reproduzo o e-mail para vocês entenderem e rirem um pouco da desgraça alheia.

Ahhh sim, a tradução do título deste post é „isto é muito fácil„, pois a língua alemã é muito acessível, como melhor explicado abaixo…

Convença-se, dominar o idioma alemão é muito fácil. Quem aprendeu latim e está acostumado às declinações o aprenderá rapidamente. Mas mesmo para quem não é familiarizado com a língua de Cícero, alemão é fácil.

Logo na primeira aula, o professor de alemão explicará: „Der, des, dem, den, die“. E dirá que o que vem depois é bico. Muito simples!

Para entendermos melhor, vamos estudar com um exemplo. Para isto, basta um livro alemão, um magnífico volume forrado em couro, publicado em Dortmund, que trata dos usos e costumes dos hotentotes(*), que em alemão se diz „Hottentoten“.

O livro conta que os cangurus, em alemão „ratos com bolsa“, „Beutelratten“, são capturados e postos em jaulas cobertas por um tecido, „Lattengitter“, para os proteger das intempéries. Quando há um canguru dentro dessas jaulas, ele é referido como „Lattengittergatterbeutelratten“, o canguru da jaula coberta de tecido.

Certo dia, os hotentotes prenderam um assassino, „Attentäter“, acusado de ter matado uma mãe, „Mutter“, hotentote, „Hottentottenmutter“, de um menino tonto e gago, „Stottertrottel“. Em alemão, essa mãe é conhecida como „Hottentottenstottertrottelmutter“, e o assassino dela é chamado de „Hottentottenstottertrottelmutterattentäter“.

A polícia capturou-o e prendeu-o na jaula de canguru, a „Beutelrattenlattengatter“, mas o preso escapou. As buscas começaram imediatamente, e logo chegou um guerreiro hotentote gritando: Capturei o assassino! (Attentäter).Qual?, perguntou o chefe. O „Lattengatterbeutelratterattentäter“, respondeu o guerreiro. Como assim, qual assassino estava na jaula de cangurus coberta de tecido? quis saber o chefe dos hotentotes. E o guerreiro, concentrando-se, explicou: O „Hottentottenstottertrottelmutterattentäter“ (O assassino da mãe hotentote do menino tonto e gago). „Ora, mas que diabos!“, irritou-se o chefe hotentote. Você podia ter dito desde o início que tinha capturado o „hottentottenstottertrottelmutterbeutelrattenlattengatterattentäter“.

Como se pode ver, o alemão é facílimo. É só ter um pouquinho de motivação!

(*) Os hotentotes („Hottentotten“) eram um povo mesclado, de etnia africana, como os pigmeus ou abissínios, povo que habitava a Etiópia, no NE da África. Os hotentotes foram expulsos ou desalojados de suas tribos no Sul da África pelos camponeses de descendência afro-holandesa, no ano de 1660.

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