Deutsche Bank fecha acordo com prefeitura de São Paulo

Hallo! Wie Gehts?

Deu no Jornal da Globo de hoje: O Deutsche Bank fechou os termos do acordo com a prefeitura de São Paulo e com o Ministério Público de São Paulo para devolver aos cofres públicos 5 milhões de dólares.  O acordo que será assinado provavelmente nesta segunda dia 6 de abril prevê que o banco alemão devolva US$ 5 milhões, dos quais US$ 4 milhões serão destinados à prefeitura, US$ 500 mil à União e US$ 500 mil ao estado de São Paulo.

A origem: o suposto desvio de dinheiro promovido pelos então prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta, que teriam desviado dinheiro público orçados para obras públicas para pagamentos de empreiteiras tercerizadas, que colocaram o dinheiro desviado em contas de empresas registradas nas Ilha  Jersey,  em nome de empresas cujos sócios seriam filhos do senhor Paulo Maluf. Essas empresas teriam pego o dinheiro originário do Brasil, das tais obras, aplicado no exterior e reaplicado no Brasil. Aonde? Supostamente na empresa Eucatex, da família do senhor Maluf.

Ok, entenderam? Dinheiro público supostamente sai do país, vai pro exterior e volta com destinação diferente. Seria, portanto, desvio de dinheiro público para uma empresa particular ou para as pessoas envolvidas, tanto faz. Mas e o Deutsche Bank, onde entra nessa história?

Qualquer valor que sai do país precisa de um aval de um banco. Se uma pessoa tem 3 „x“ de reais e quer aplicar isso em um banco internacional converte em dólares o valor e fica com „x“ aplicado no exterior. O Banco Central geralmente intermedia a compra de dólares, mas alguns bancos possuem autorização para operar a tranferência de valores.

Não fica claro na reportagem, mas pelo que eu entendi o Deutsche Bank apenas intermediou esta operação supostamente fraudulenta. Deve ter lucrado os tais 5 milhoes de dólares que agora está se dispondo a devolver. Fez a operação de má-fé? Acredito sinceramente que não. Estava envolvida no processo crime do Maluf? Até onde eu sei, também não.

Então porque devolver o dinheiro? Acredito que isso tem mais a ver com a imagem e a credibilidade do banco do que com culpa comprovada. Pega mal lucrar com uma operação fraudulenta. Pega muito mal estar minimamente envolvido com esse tipo de processo, pelo menos para o Deutsche Bank. Nós, brasileiros, acostumados com o princípio de defesa que prevê que „como eu não sabia disso não posso ser responsabilizado por este fato“, que por sinal encontra guarida até no Palácio do Planalto, podemos não entender muito bem. Mas este caso do Maluf tem uma certa importância, na europa inclusive, tanto que vale mais a devolução que a imagem suja.

leia aqui a reportagem do G1

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Volkswagem! Mais um!

Hallo! Wie Giehts?

É… acho que o Gol quer continuar sendo o carro mais vendido (e mais roubado) do Brasil… Estão pegando pesado nas propagandas. Mas agora deram um tempo pros „alemãezinhos“ e deram espaço para um brasileirinho.

Aliás, que piadinha óbvia né? Será que só pensaram nisso agora? Sei lá, o que eu gosto mesmo é do narrador no canto direito, dentro do „estúdio“.

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Kraftwerk, São Paulo, 22 de março de 2009

Hallo! Wie gehts?

Fato: comprei o ingresso para ver Radiohead. Nem sabia que o Kraftwerk iria tocar no festival Just a Fest. Quando fiquei sabendo, achei legal. Apesar de nunca ter escutado um disco, conhecia a fama deste grupo alemão de música eletrônica. É difícil escrever qualquer coisa sobre o Kraftwerk sem usar duas palavras: pioneiro e excêntrico. Pois bem, eles foram os pioneiros na música eletrônica, faziam sons inovadores na década de 70 e gente boa como David Bowie se encantou pelos caras.

E como é um show do Kraftwerk? Bem, antes de mais nada, amplie seu conceito de show para que o mesmo fique um pouco mais elástico. Duração: uma hora, sessenta minutos cronometrados. Trata-se de um palco, 4 pessoas, 4 mesas, 4 laptops e um monte de fios. Só. Esqueça bateria, guitarra e baixo. Teclado, só de computador. Os efeitos são comandados pelo computador. Sabe qual o outro instrumento fundamental? O telão. O que aparecia no telão, ao contrário de outros shows não era a banda tocando, e sim imagens computadorizadas ou palavras que remetiam à música. Também não era um video clip, pois geralmente a música se basta sem o video. As imagens que apareciam no telão estavam tão amarradas com a música que escutar um sem prestar atenção no outro era como ver a Capela Cistina sem cores.

Entendem o que eu quis dizer?

Entendem o que eu quis dizer?

Ainda sobre o pioneirismo. Eles tocam desde que o computador pessoal foi inventado, ou antes até, e são referência de qualquer DJ e de qualquer músico sério que toque eletrônico. Para minha surpresa, o som deles não é datado. Não me senti da década de 70 escutando uns barulhos esquisitos. Gostaria de saber o que um jovem achava quando escutava isso antes da década de 90. Enfim, eles são bons, muito bons.

A música do Kraftwerk tem som, ritmo, palavras soltas que interagem entre elas e raramente frases inteiras e pensamentos complexos. Mas é música: tem refrão, tem batida e deixa você com vontade de dançar (sempre!). Até mesmo uma buzinha é usada em uma das músicas, o que estranhamente funciona muito bem. No telão, imagens antigas tiradas de filmes preto e branco continuam harmonizando com letras, pensamentos e palavras. As vezes até surgem imagens mais atuais, mas o charme é escutar um som muito moderno assistindo imagens antigas no telão.

Vamos às excentricidades. O Kraftwerk tem 4 integrantes. As pessoas que estavam comigo no show até brincaram dizendo que apenas um deles estava operando o som enquanto os demais estavam no msn. De fato, não sei a razão de serem 4 pessoas. Poderiam ser 14, 40, 400 ou uma. Ou duas, ou três, tanto faz. O ponto é: eles querem que sejam 4, então serão 4 integrantes até o final. Quando um integrante sai, outro é colocado em seu lugar. Da formação original, apenas Ralf Hütter permance ainda.

O grupo vive em isolamento, não concede entrevistas e não participa do „mundinho pop“ da música. Escutei uma história que conta que o Coldplay queria samplear, ou seja, gravar um pedaço de uma música do Kraftwerk. Fizeram uma longa carta endereçada aos advogados do grupo (pois eles naturalmente não iriam receber a banda), mostrando a música com o sampler, dando mil explicações e pedindo com muita educação. A resposta veio em um pedaço de papel, desses de anotar recado de telefone: „yes„.

Com uma postura tão fria e com a singularidade sonora do grupo, talvez fosse o caso deles ficarem em casa compondo músicas novas, colocando uns robôs no palco tocando músicas eletrônicas pré-gravadas? Que boa idéia, não? Pois é, o Kraftwerk já pensou nisso há uns 30 anos atrás. Um dos momentos mais bacanas do show é quando os músicas saem do palco e sem nenhum pudor são colocados bonecos em seus lugares. E toca uma outra música. Todo mundo acha o máximo, porque de fato é muito bacana, eles estão explorando a própria postura da banda.

Após, os músicos retornam ao palco com um traje muito legal: roupa preta com traços verdes, naquele tom que os computadores usavam antigamente. E no telão, adivinhem? Imagens computadorizadas com traços verdes. Lembram-se da interatividade do telão? Sensacional!

Dá pra reconhecer a cor?

Dá pra reconhecer a cor?

Impressões finais: O Kraftwerk fez um show fantástico, daqueles que ficam dias na sua cabeça. O som é muito atual e devia ser moderno demais nos anos 70. A banda é excêntrica mesmo, como geralmente são os gênios. O problema é que toda essa excentricidade contribui, na minha opinião, para reforçar o estereótipo do alemão: frio, esquisito e sem sentimentos. Bom, a banda deu um „até logo“ para a platéia. E isso foi o máximo de interação. O público brasileiro até tentava interagir, bater palmas no ritmo, mas não funcionou. A música do Kraftwerk se basta.

site oficial: http://www.kraftwerk.com/

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Bundesliga – Werder Bremen x Stuttgart

bundesliga-logoA metade feminina do Donnerwetter! continua perseverante na sua missão de acompanhar o Campeonato Alemão, mesmo estando sendo constantemente sabotada pela ESPN e pelo Sportv.

Nesse final de semana assisti mais um jogo, Werder Bremen x Stuttgart. Dessa vez não consegui identificar se estava diante de um clássico. Só sabia que o Stuttgart estava em melhor posição no campeonato que o Bremen.

Mas vamos ao jogo. O Werder estava com a vantagem de estar jogando em casa. No entanto, estava desfalcado sem os seus dois zagueiros titulares, o brasileiro Naldo que fora expulso no jogo anterior e estava, portanto, suspenso, e o Mertesacker que  não jogou por estar doente.

Antes de começar o jogo, todos fizeram um minuto de silêncio em memória das vítimas do massacre de Winnenden e notei que todos os jogadores usavam uma faixa preta no braço esquerdo.

1º tempo

Bola rolando, mais ou menos aos 15 minutos de jogo o Pizarro do Bremen foi derrubado dentro da área no que me pareceu ser claramente um pênalti, mas o juiz não marcou.

Aos 26 minutos, o capitão do Bremen, Frank Baumann, tomou um cartão amarelo merecido por ter metido a mão da bola numa tentativa desesperada de evitar o que poderia resultar no 1º gol da partida favorecendo o Stuttgart.

Aos 35 minutos aconteceu o 1º gol marcado pelo Diego do Bremen numa cobrança de falta. A partir daí até o final do 1º tempo, o Stuttgart fez várias tentativas de gol, mas nenhuma entrou.

2º tempo

Logo no início da 2a metade da partida, aos 7 minutos o Bremen marcou o seu 2º gol no que, pra mim, foi o lance mais bonito da partida: Diego tocou com o calcanhar para Pizarro que chutou de fora da área e marcou.

Após mais uma tentativa frustrada do Stuttgart de marcar, Diego mais uma vez mostrou serviço no contra-ataque fazendo um passe para Rosenberg que chutou e marcou o 3º gol do Werder aos 14 minutos.  Deu até um pouco de pena do Jens Lehman porque a bola passou pelo meio das pernas dele. Pôxa, ele substituiu  o Oliver Kahn na seleção alemã e defendeu todos aqueles pênaltis contra a Argentina…

Aos 29 minutos Rosenberg colocou o último prego no caixão do Stuttgart ao fazer o 4º gol do Werder e seu segundo na partida.

Resultado final: Werder Bremen 4 x Stuttgart 0

Apesar do resultado um tanto humilhante pro Stuttgart este continua ainda melhor posicionado no campeonato do que o Werder. Infelizmente pro time dos brasileiros Naldo e Diego, essa vitória não contribuiu em nada pra melhorar sua posição. O Werder Bremen está atualmente na 10a posição e o Stuttgart na 6a.

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Berlin Alexanderplatz

Hallo Leute!

Acaba de ser lançada aqui no Brasil pela Versátil Home Video a versão restaurada da minissérie Berlin Alexanderplatz. Essa edição especial possui ao todo 6 DVDs contendo todos os 14 capítulos originais, bem como documentários, depoimentos e outros extras.

berlin-alexanderplatz-box

Berlin Alexanderplatz é baseada na obra de mesmo nome escrita por Alfred Döblin, a qual narra a história de Franz Biberkopf que está tentando reconstruir sua vida na Berlim dos anos 20 após ter passado 4 anos na prisão. A série, que foi ao ar originalmente em 1980, foi adaptada e dirigida por Rainer Werner Fassbinder.

Considerada por muitos como a obra máxima de Fassbinder, Berlin Alexanderplatz é uma verdadeira obra de arte que nos dá a oportunidade de testemunhar certos aspectos da vida na Alemanha no período entre-guerras.

Esta é a segunda adaptação do romance. A primeira foi feita para o cinema em 1931 sob a direção de Piel Jutzi e contou com a colaboração do próprio Alfred Döblin

O preço sugerido do box completo é R$149,00.

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Ilha dos Museus em Berlim

Hallo Leute!

Uma das maiores atrações turísticas de Berlim, a Ilha dos Museus (Museumsinsel, em alemão), pode ser agora visitada pela internet.

A Ilha dos Museus localiza-se no rio Spree bem no centro de Berlim. Ela é um complexo composto por 5 museus: Museu Bode (Bode Museum),  Novo Museu (Neues Museum), Antigo Museu (Alltes Museum), Antiga Galeria Nacional (Alter Nationalgalerie) e o Museu Pergamon (Pergamon Museum). A ilha, juntamente com todos os seus museus foram considerados Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1999. 

 Os paulistanos tiveram a oportunidade de ver parte do acervo do Museu Pergamon em 2006, quando a FAAP organizou a exposição “Deuses Gregos – Coleção do Museu Pergamon de Berlim” contendo 200 peças de arte greco-romana do acervo do museu.

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Colônia e o buraco do metrô

Infezlimente São Paulo não foi a última cidade a ter uma tragédia causada por obras do metrô.

escombrosO Arquivo Histórico Municipal de Colônia, cidade localizada no oeste da Alemanha, desabou na terça-feira (03/03) levando consigo outros 2 prédios vizinhos.

O prédio, continha cerca de 26 quilômetros de estantes, havia sido construído na década de 70 para abrigar documentos históricos relacionados à história da cidade. O documento mais antigo era datado de 922. Estima-se que as perdas sejam incalculáveis e teme-se que a história da cidade tenha se perdido completamente.

Nos últimos meses estava em discussão a mudança do arquivo para um prédio novo, já que o atual estava sendo considerado pequeno demais para acomodar todo o acervo.

Pessoas que trabalhavam no local dizem que o prédio já tinha começado a apresentar rachaduras na semana anterior.  Peritos continuam trabalhando no local para avaliar se os prédios vizinhos também estão em risco.

Erros de cálculo, imprevistos e burocracia acontecem em todo o lugar.

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