Archiv der Kategorie: Música

Noite Alemã 2009

Hallo! Wie gehts?

Compareci na „Noite Alemã 2009“, promovida em 29 de abril de 2009 pelo Clube Círculo Militar de São Paulo.

Os organizadores se esforçaram. O cardápio estava caprichado: Kasseler acompanhado de batatas, arroz e temperos típicos. Cerveja sendo servida à vontade, em canecas especialmente desenhadas para o dia. Tenho a minha até hoje. Na entrada, os convidados eram recepcionados com réplicas de chapéus tipicamente alemães. Também guardei o meu, apesar da qualidade bem inferior à da Caneca. A decoração ajudou muito. Bandeiras e faixas com as cores típicas estavam espalhadas pelo salão.

Olha o acessório ai!
Olha o acessório ai!

Confesso que fiquei ansioso para assistir a apresentação do grupo folclórico. Não achei nada de mais, dançaram em roda, fizeram umas brincadeiras com os presentes e escolheram alguns convidados para dançar em roda. Bacana!

O senhor de branco foi um dos "voluntários". hahahaha.

O senhor de branco foi um dos "voluntários". hahahaha.

Não vou falar que não foi bem divertido! O grupo folclórico soube conduzir bem os trabalhos, com bastante humor e conseguindo convencer os „voluntários“ a participar da dança. Bom, eles já devem estar acostumados a recrutar as pessoas da mesa. hehehe.

Olha ai os "voluntários"!!!

Olha ai os "voluntários"!!!

A decepção da noite foi a Banda Bavária. Não que eles não tenham tocado bem. Quando o assunto eram músicas típicas, a banda foi muito bem, mereceram cada aplauso. No entanto, além de clássicos típicos, que eu particulamente estava bem interessado, a banda „completou“ seu repertório com um repertório pop sofrível. Besame mucho, I feel good, Twist and Shout, Banho de lua… sobrou até para a Cindy Lauper.

O problema é que para escutar esse tipo de coisa eu prefiro ir em alguma formatura. Qualquer uma. Se estou numa festa alemã, não quero escutar Madonna. Obviamente que as músicas mais „conhecidas“ agitaram mais as pessoas, que as vezes observaram de longe os clássicos alemães e levantaram quando o repertório ficou mais Pop. Alias, um dos vocalistas até gritou o odioso „vamo sair do chão!“. Sim, eles tocaram até axé.

Bom, fico por aqui, mas antes deixo com vocês a música de maior sucesso da noite!

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Kraftwerk, São Paulo, 22 de março de 2009

Hallo! Wie gehts?

Fato: comprei o ingresso para ver Radiohead. Nem sabia que o Kraftwerk iria tocar no festival Just a Fest. Quando fiquei sabendo, achei legal. Apesar de nunca ter escutado um disco, conhecia a fama deste grupo alemão de música eletrônica. É difícil escrever qualquer coisa sobre o Kraftwerk sem usar duas palavras: pioneiro e excêntrico. Pois bem, eles foram os pioneiros na música eletrônica, faziam sons inovadores na década de 70 e gente boa como David Bowie se encantou pelos caras.

E como é um show do Kraftwerk? Bem, antes de mais nada, amplie seu conceito de show para que o mesmo fique um pouco mais elástico. Duração: uma hora, sessenta minutos cronometrados. Trata-se de um palco, 4 pessoas, 4 mesas, 4 laptops e um monte de fios. Só. Esqueça bateria, guitarra e baixo. Teclado, só de computador. Os efeitos são comandados pelo computador. Sabe qual o outro instrumento fundamental? O telão. O que aparecia no telão, ao contrário de outros shows não era a banda tocando, e sim imagens computadorizadas ou palavras que remetiam à música. Também não era um video clip, pois geralmente a música se basta sem o video. As imagens que apareciam no telão estavam tão amarradas com a música que escutar um sem prestar atenção no outro era como ver a Capela Cistina sem cores.

Entendem o que eu quis dizer?

Entendem o que eu quis dizer?

Ainda sobre o pioneirismo. Eles tocam desde que o computador pessoal foi inventado, ou antes até, e são referência de qualquer DJ e de qualquer músico sério que toque eletrônico. Para minha surpresa, o som deles não é datado. Não me senti da década de 70 escutando uns barulhos esquisitos. Gostaria de saber o que um jovem achava quando escutava isso antes da década de 90. Enfim, eles são bons, muito bons.

A música do Kraftwerk tem som, ritmo, palavras soltas que interagem entre elas e raramente frases inteiras e pensamentos complexos. Mas é música: tem refrão, tem batida e deixa você com vontade de dançar (sempre!). Até mesmo uma buzinha é usada em uma das músicas, o que estranhamente funciona muito bem. No telão, imagens antigas tiradas de filmes preto e branco continuam harmonizando com letras, pensamentos e palavras. As vezes até surgem imagens mais atuais, mas o charme é escutar um som muito moderno assistindo imagens antigas no telão.

Vamos às excentricidades. O Kraftwerk tem 4 integrantes. As pessoas que estavam comigo no show até brincaram dizendo que apenas um deles estava operando o som enquanto os demais estavam no msn. De fato, não sei a razão de serem 4 pessoas. Poderiam ser 14, 40, 400 ou uma. Ou duas, ou três, tanto faz. O ponto é: eles querem que sejam 4, então serão 4 integrantes até o final. Quando um integrante sai, outro é colocado em seu lugar. Da formação original, apenas Ralf Hütter permance ainda.

O grupo vive em isolamento, não concede entrevistas e não participa do „mundinho pop“ da música. Escutei uma história que conta que o Coldplay queria samplear, ou seja, gravar um pedaço de uma música do Kraftwerk. Fizeram uma longa carta endereçada aos advogados do grupo (pois eles naturalmente não iriam receber a banda), mostrando a música com o sampler, dando mil explicações e pedindo com muita educação. A resposta veio em um pedaço de papel, desses de anotar recado de telefone: „yes„.

Com uma postura tão fria e com a singularidade sonora do grupo, talvez fosse o caso deles ficarem em casa compondo músicas novas, colocando uns robôs no palco tocando músicas eletrônicas pré-gravadas? Que boa idéia, não? Pois é, o Kraftwerk já pensou nisso há uns 30 anos atrás. Um dos momentos mais bacanas do show é quando os músicas saem do palco e sem nenhum pudor são colocados bonecos em seus lugares. E toca uma outra música. Todo mundo acha o máximo, porque de fato é muito bacana, eles estão explorando a própria postura da banda.

Após, os músicos retornam ao palco com um traje muito legal: roupa preta com traços verdes, naquele tom que os computadores usavam antigamente. E no telão, adivinhem? Imagens computadorizadas com traços verdes. Lembram-se da interatividade do telão? Sensacional!

Dá pra reconhecer a cor?

Dá pra reconhecer a cor?

Impressões finais: O Kraftwerk fez um show fantástico, daqueles que ficam dias na sua cabeça. O som é muito atual e devia ser moderno demais nos anos 70. A banda é excêntrica mesmo, como geralmente são os gênios. O problema é que toda essa excentricidade contribui, na minha opinião, para reforçar o estereótipo do alemão: frio, esquisito e sem sentimentos. Bom, a banda deu um „até logo“ para a platéia. E isso foi o máximo de interação. O público brasileiro até tentava interagir, bater palmas no ritmo, mas não funcionou. A música do Kraftwerk se basta.

site oficial: http://www.kraftwerk.com/

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