Monatsarchiv: März 2009

Volkswagem! Mais um!

Hallo! Wie Giehts?

É… acho que o Gol quer continuar sendo o carro mais vendido (e mais roubado) do Brasil… Estão pegando pesado nas propagandas. Mas agora deram um tempo pros „alemãezinhos“ e deram espaço para um brasileirinho.

Aliás, que piadinha óbvia né? Será que só pensaram nisso agora? Sei lá, o que eu gosto mesmo é do narrador no canto direito, dentro do „estúdio“.

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Kraftwerk, São Paulo, 22 de março de 2009

Hallo! Wie gehts?

Fato: comprei o ingresso para ver Radiohead. Nem sabia que o Kraftwerk iria tocar no festival Just a Fest. Quando fiquei sabendo, achei legal. Apesar de nunca ter escutado um disco, conhecia a fama deste grupo alemão de música eletrônica. É difícil escrever qualquer coisa sobre o Kraftwerk sem usar duas palavras: pioneiro e excêntrico. Pois bem, eles foram os pioneiros na música eletrônica, faziam sons inovadores na década de 70 e gente boa como David Bowie se encantou pelos caras.

E como é um show do Kraftwerk? Bem, antes de mais nada, amplie seu conceito de show para que o mesmo fique um pouco mais elástico. Duração: uma hora, sessenta minutos cronometrados. Trata-se de um palco, 4 pessoas, 4 mesas, 4 laptops e um monte de fios. Só. Esqueça bateria, guitarra e baixo. Teclado, só de computador. Os efeitos são comandados pelo computador. Sabe qual o outro instrumento fundamental? O telão. O que aparecia no telão, ao contrário de outros shows não era a banda tocando, e sim imagens computadorizadas ou palavras que remetiam à música. Também não era um video clip, pois geralmente a música se basta sem o video. As imagens que apareciam no telão estavam tão amarradas com a música que escutar um sem prestar atenção no outro era como ver a Capela Cistina sem cores.

Entendem o que eu quis dizer?

Entendem o que eu quis dizer?

Ainda sobre o pioneirismo. Eles tocam desde que o computador pessoal foi inventado, ou antes até, e são referência de qualquer DJ e de qualquer músico sério que toque eletrônico. Para minha surpresa, o som deles não é datado. Não me senti da década de 70 escutando uns barulhos esquisitos. Gostaria de saber o que um jovem achava quando escutava isso antes da década de 90. Enfim, eles são bons, muito bons.

A música do Kraftwerk tem som, ritmo, palavras soltas que interagem entre elas e raramente frases inteiras e pensamentos complexos. Mas é música: tem refrão, tem batida e deixa você com vontade de dançar (sempre!). Até mesmo uma buzinha é usada em uma das músicas, o que estranhamente funciona muito bem. No telão, imagens antigas tiradas de filmes preto e branco continuam harmonizando com letras, pensamentos e palavras. As vezes até surgem imagens mais atuais, mas o charme é escutar um som muito moderno assistindo imagens antigas no telão.

Vamos às excentricidades. O Kraftwerk tem 4 integrantes. As pessoas que estavam comigo no show até brincaram dizendo que apenas um deles estava operando o som enquanto os demais estavam no msn. De fato, não sei a razão de serem 4 pessoas. Poderiam ser 14, 40, 400 ou uma. Ou duas, ou três, tanto faz. O ponto é: eles querem que sejam 4, então serão 4 integrantes até o final. Quando um integrante sai, outro é colocado em seu lugar. Da formação original, apenas Ralf Hütter permance ainda.

O grupo vive em isolamento, não concede entrevistas e não participa do „mundinho pop“ da música. Escutei uma história que conta que o Coldplay queria samplear, ou seja, gravar um pedaço de uma música do Kraftwerk. Fizeram uma longa carta endereçada aos advogados do grupo (pois eles naturalmente não iriam receber a banda), mostrando a música com o sampler, dando mil explicações e pedindo com muita educação. A resposta veio em um pedaço de papel, desses de anotar recado de telefone: „yes„.

Com uma postura tão fria e com a singularidade sonora do grupo, talvez fosse o caso deles ficarem em casa compondo músicas novas, colocando uns robôs no palco tocando músicas eletrônicas pré-gravadas? Que boa idéia, não? Pois é, o Kraftwerk já pensou nisso há uns 30 anos atrás. Um dos momentos mais bacanas do show é quando os músicas saem do palco e sem nenhum pudor são colocados bonecos em seus lugares. E toca uma outra música. Todo mundo acha o máximo, porque de fato é muito bacana, eles estão explorando a própria postura da banda.

Após, os músicos retornam ao palco com um traje muito legal: roupa preta com traços verdes, naquele tom que os computadores usavam antigamente. E no telão, adivinhem? Imagens computadorizadas com traços verdes. Lembram-se da interatividade do telão? Sensacional!

Dá pra reconhecer a cor?

Dá pra reconhecer a cor?

Impressões finais: O Kraftwerk fez um show fantástico, daqueles que ficam dias na sua cabeça. O som é muito atual e devia ser moderno demais nos anos 70. A banda é excêntrica mesmo, como geralmente são os gênios. O problema é que toda essa excentricidade contribui, na minha opinião, para reforçar o estereótipo do alemão: frio, esquisito e sem sentimentos. Bom, a banda deu um „até logo“ para a platéia. E isso foi o máximo de interação. O público brasileiro até tentava interagir, bater palmas no ritmo, mas não funcionou. A música do Kraftwerk se basta.

site oficial: http://www.kraftwerk.com/

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Bundesliga – Werder Bremen x Stuttgart

bundesliga-logoA metade feminina do Donnerwetter! continua perseverante na sua missão de acompanhar o Campeonato Alemão, mesmo estando sendo constantemente sabotada pela ESPN e pelo Sportv.

Nesse final de semana assisti mais um jogo, Werder Bremen x Stuttgart. Dessa vez não consegui identificar se estava diante de um clássico. Só sabia que o Stuttgart estava em melhor posição no campeonato que o Bremen.

Mas vamos ao jogo. O Werder estava com a vantagem de estar jogando em casa. No entanto, estava desfalcado sem os seus dois zagueiros titulares, o brasileiro Naldo que fora expulso no jogo anterior e estava, portanto, suspenso, e o Mertesacker que  não jogou por estar doente.

Antes de começar o jogo, todos fizeram um minuto de silêncio em memória das vítimas do massacre de Winnenden e notei que todos os jogadores usavam uma faixa preta no braço esquerdo.

1º tempo

Bola rolando, mais ou menos aos 15 minutos de jogo o Pizarro do Bremen foi derrubado dentro da área no que me pareceu ser claramente um pênalti, mas o juiz não marcou.

Aos 26 minutos, o capitão do Bremen, Frank Baumann, tomou um cartão amarelo merecido por ter metido a mão da bola numa tentativa desesperada de evitar o que poderia resultar no 1º gol da partida favorecendo o Stuttgart.

Aos 35 minutos aconteceu o 1º gol marcado pelo Diego do Bremen numa cobrança de falta. A partir daí até o final do 1º tempo, o Stuttgart fez várias tentativas de gol, mas nenhuma entrou.

2º tempo

Logo no início da 2a metade da partida, aos 7 minutos o Bremen marcou o seu 2º gol no que, pra mim, foi o lance mais bonito da partida: Diego tocou com o calcanhar para Pizarro que chutou de fora da área e marcou.

Após mais uma tentativa frustrada do Stuttgart de marcar, Diego mais uma vez mostrou serviço no contra-ataque fazendo um passe para Rosenberg que chutou e marcou o 3º gol do Werder aos 14 minutos.  Deu até um pouco de pena do Jens Lehman porque a bola passou pelo meio das pernas dele. Pôxa, ele substituiu  o Oliver Kahn na seleção alemã e defendeu todos aqueles pênaltis contra a Argentina…

Aos 29 minutos Rosenberg colocou o último prego no caixão do Stuttgart ao fazer o 4º gol do Werder e seu segundo na partida.

Resultado final: Werder Bremen 4 x Stuttgart 0

Apesar do resultado um tanto humilhante pro Stuttgart este continua ainda melhor posicionado no campeonato do que o Werder. Infelizmente pro time dos brasileiros Naldo e Diego, essa vitória não contribuiu em nada pra melhorar sua posição. O Werder Bremen está atualmente na 10a posição e o Stuttgart na 6a.

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Berlin Alexanderplatz

Hallo Leute!

Acaba de ser lançada aqui no Brasil pela Versátil Home Video a versão restaurada da minissérie Berlin Alexanderplatz. Essa edição especial possui ao todo 6 DVDs contendo todos os 14 capítulos originais, bem como documentários, depoimentos e outros extras.

berlin-alexanderplatz-box

Berlin Alexanderplatz é baseada na obra de mesmo nome escrita por Alfred Döblin, a qual narra a história de Franz Biberkopf que está tentando reconstruir sua vida na Berlim dos anos 20 após ter passado 4 anos na prisão. A série, que foi ao ar originalmente em 1980, foi adaptada e dirigida por Rainer Werner Fassbinder.

Considerada por muitos como a obra máxima de Fassbinder, Berlin Alexanderplatz é uma verdadeira obra de arte que nos dá a oportunidade de testemunhar certos aspectos da vida na Alemanha no período entre-guerras.

Esta é a segunda adaptação do romance. A primeira foi feita para o cinema em 1931 sob a direção de Piel Jutzi e contou com a colaboração do próprio Alfred Döblin

O preço sugerido do box completo é R$149,00.

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Ilha dos Museus em Berlim

Hallo Leute!

Uma das maiores atrações turísticas de Berlim, a Ilha dos Museus (Museumsinsel, em alemão), pode ser agora visitada pela internet.

A Ilha dos Museus localiza-se no rio Spree bem no centro de Berlim. Ela é um complexo composto por 5 museus: Museu Bode (Bode Museum),  Novo Museu (Neues Museum), Antigo Museu (Alltes Museum), Antiga Galeria Nacional (Alter Nationalgalerie) e o Museu Pergamon (Pergamon Museum). A ilha, juntamente com todos os seus museus foram considerados Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1999. 

 Os paulistanos tiveram a oportunidade de ver parte do acervo do Museu Pergamon em 2006, quando a FAAP organizou a exposição “Deuses Gregos – Coleção do Museu Pergamon de Berlim” contendo 200 peças de arte greco-romana do acervo do museu.

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Colônia e o buraco do metrô

Infezlimente São Paulo não foi a última cidade a ter uma tragédia causada por obras do metrô.

escombrosO Arquivo Histórico Municipal de Colônia, cidade localizada no oeste da Alemanha, desabou na terça-feira (03/03) levando consigo outros 2 prédios vizinhos.

O prédio, continha cerca de 26 quilômetros de estantes, havia sido construído na década de 70 para abrigar documentos históricos relacionados à história da cidade. O documento mais antigo era datado de 922. Estima-se que as perdas sejam incalculáveis e teme-se que a história da cidade tenha se perdido completamente.

Nos últimos meses estava em discussão a mudança do arquivo para um prédio novo, já que o atual estava sendo considerado pequeno demais para acomodar todo o acervo.

Pessoas que trabalhavam no local dizem que o prédio já tinha começado a apresentar rachaduras na semana anterior.  Peritos continuam trabalhando no local para avaliar se os prédios vizinhos também estão em risco.

Erros de cálculo, imprevistos e burocracia acontecem em todo o lugar.

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Volkswagen, de novo

Hallo! Wie gehts?

Pois é, mais um comercial da Volkswagen, desta vez com mais sotaque e mais piadinhas. Continuo achando que o orgulho em ser alemão está em alta, afinal de contas a gente só brinca com coisas que estamos muito seguros.

No finalzinho do comercial os dois engenheiros alemães conversam e fazem piada com o sotaque e um erro comum não só dos alemães mas de qualquer aprendiz de uma nova língua: trocar o gênero das palavras. Cabe aqui uma mini tradução, afinal de contas, eles se permitiram falar mais na língua da matriz, então vamos lá:

Alemão 1: „Em resumo, somos altamente ‚rigorosas‘!

Alemão 2: „Entschuldigung, você é ‚rigorosa‘, eu sou rigoroso mesmo! (pode ser traduzido como: „desculpa“)

Alemão 1: Wieso denn das? (pode ser traduzido como: „como assim?“)

Alemão 2: Denk mal ‚rigorosas‘!!! (pode ser traduzido como: „pensa um pouco“!)

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